MSS. A Visão de Gabriel
O texto chamado “Gabriel’s Vision” (Visão de Gabriel) por Ada Yardeni, a cientista israelense quem primeiro publicou ele, está escrito com tinta sobre pedra, a escrita data aproximadamente entre o ano 100 A. C. e 100 D. C.A Visão de Gabriel possui 87 linhas, divididas em duas colunas. O texto está escrito em primeira pessoa, aparentemente por alguém chamado Gabriel, e contém várias frases bíblicas. É um texto apocalíptico e parece ter sido escrito por um partidário da Dinastia Davídica.
É visão judaica sobre dois messias distintos, um que é filho de José, e o outro, filho de Davi. Provavelmente tenha sido escrito no início da propagação do Cristianismo com o intuíto de parar o movimento Cristão, atribuíndo ao filho de Davi e ao filho de José características que colocariam em dúvida a deidade de Cristo e sua obra messiânica. Óbviamente trata-se de uma literatura equivocada.
A epígrafa Ada Yardeni está na Faculty of Humanities no Institute of Arts and Letters of The Hebrew University of Jerusalem. Ela é autora de The Book of Hebrew Script: History, Palaeography, Script Styles, Calligraphy & Design (British Library Publishing).
Abaixo alguns comentários de Ada Yardeni
A paleografia data o texto entre o primeiro século Antes de Cristo e o primeiro século da era Cristã. Essa data é confirmada pelo texto hebraico pós-bíblico e pré-mishnaico.
SE fosse escrito em couro (e menor) eu diria que seria um outro fragmento de Pergaminho do Mar Morto. Mas não é. É escrito em pedra cinza-colorida! E tem 3 pés altura, e 1 pé largura!
As pessoas esperam que uma inscrição numa pedra seja feita entalhada, como as inscrições feitas nas lápides mortuárias, como o agora famoso ossuário que contém a inscrição "thiago filho de josé irmão de Jesus". Mas este texto não está entalhado, ele está escrito com tinta, como outros Pergaminhos do Mar Morto.
O texto está escrito em duas columas como em um pergaminho. Uma das colunas possui 44 linhas, e a outra possui 43, num total de 87 linhas. Linhas de orientação foram cortadas com um instrumento ponte-agudo, afiado, semelhante às linhas nos Pergaminhos do Mar Morto. As letras hebréias estão suspensas nas linhas superiores, como é econtrado somente em pergaminhos. Linhas verticais marcam o início e fim de cada coluna, novamente como ...(você completa isso.)
De onde esta pedra veio? Eu desejo que nós saibamos. Ha chances de ter vindo do Jordão. Simplesmente apareceu no mercado de antiguidades, porém, foi adquirido por Zurique, coletor David Jeselsohn, que me permitiu amávelmente publicar o texto. Em um certo momento, o texto aparentemente quebrou três pedaços que ainda ainda não foram restaurados.
Aliás, o texto possui outra semelhança aos famosos Pergaminhos do Mar Mortos. É muito mal preservado, com lacunas por toda parte.
E as letras que sobreviveram são freqüentemente muito difíceis de serem lidas. A parte de trás da pedra é áspera e inacabada, diferente do lado polido com a escrita. Isto sugere que a pedra estivesse uma vez montada em uma parede. Se já foi escrita com a pedra montada no chão, na parede, ou em um solo suspenso, deve ter sido muito inconveniente escrever no lado polido, e isto pode responder bem pelo olhar bastante descuidado do pergaminho que não obstante, é o trabalho de um escriturário profissional.
E Deus "mostro misericórdia a milhares", a mesma expressão usado em Êxodo 20:6, Deuteronômio 5:10 e Jeremias 32:18.
“E eu farei tremer céus e terra” (lines 24–25) é uma citação direta do profeta Ageu(2:6). O texto também inclui expressões dos livros Bíblicos dos profetas Zacarias e Daniel. Mas a composição também inclui expressões que não têm semelhança nem paralelos em lugar algum.
Além do nome Gabriel, a composição se refere ao mensageiro (ou anjo) Michel que é mencionado em Daniel 10:13, no Novo Testamento (Apocalípse 12:7 e Judas 1:9), em fontes extra-bíblicas como Enoque e no Pergaminho do Mar Morto conhecido como o Pergaminho da Guerra (1QM). Nestes fontes extra-bíblicas Michel é mencionado freqüentemente junto com Gabriel. É difícil ser mais específico, mas supoem-se que o texto seja como um todo, apocalíptico (sobre o fim dos dias), como eles são figuras claramente apocalípticas. Nós podemos conjeturar que uma rivalidade entre dois grupos messiânicos é envolvida. Parece não ser nenhuma dúvida que o compositor deste texto pertence ao partido que apóia o messias Davídico.
Transcrição do Texto na pedra (clique na foto para ampliar)

Fontes: Revista Biblical Arqueology Reviw, New York Times, Binyamin Elizur.—Ed,
Marcadores: Arqueologia Cristã, Manuscritologia








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