João 1.1
Seria difícil não reconhecer nestes primeiros versos uma alusão ao início de Gênesis. As primeiras palavras dessas duas escrituras manifestam correspondência de uma com a outra. O princípio que João menciona aqui só pode ser aquele que Moisés usa para iníniciar sua narração. Mas imediatamente depois, os dois escritores sagrados semparam-se um do outro. A partir do ato da criação, Moisés avança no fluxo do tempo e alcança a criação do homem (Gênesis 1.26). João, tendo começado do mesmo ponto, segue o curso inverso e retrocede do princípio das coisas à eternidade. É porque o fim na visão dele é mais distante e porque em sequência para chegar ao Pai ele necessita começar de um ponto anterior ao Pai. Os historiadores judeus vêm somente a fundação do trabalho teocrático em Abraão, enquanto o evangelista alcançaria a redenção da humanidade por Jesus Cristo. Para buscar Nele quem deveria ser o segundo agente da criação, em vez de avançar o curso das coisas, ele tem que ascender até mesmo além do princípio da primeira criação.
Genêsis 1 verso 1, João procura na eternidade o sujeito da história que ele vai relacionar ao Logos; Gênesis 1 verso 2, João escreeve no lugar desse versículo que Nele está o princípio do tempo; no terceiro verso, João nos mostra Ele cooperando no trabalho da criação, Ele, quem é a condição daquela Redenção; finalmente no verso 4, João expõe de Quem todo o tempo tem existido, relacionando Esse entre Aquele que sendo divino e humano, desce até o momento em que Ele de si mesmo aparece como um membro da raça.
João verso 1. No princípio era o Verbo ( sig. lit. Palavra), e o Verbo (gre. λογος) estava com Deus, e o Verbo era Deus. Estas três proposições prosseguem duma a outra como oráculos, elas enunciam, cada uma deles, uma das características da grandeza do Logos antes da vinda dele na carne. A progressão ascendente que os liga é indicada, depois em grego da maneira hebréia, pelo και de conjunção simples, και, e. O εν αρχη , no princípio, é evidentemente uma reprodução da primeira palavra de Gênesis בְּרֵאשִׁית .Então naturalmente designa o princípio da existência das coisas criadas. Alguns Pais da Igreja aplicaram isto àquela sabedoria de clérigo que o livro de Provérbios descreve como o princípio do universo, mas nada poderia justificar tal sentido extraordinário. Vários escritores modernos, como Olshausen, de Wette, Meyer, entendem isto como princípio da eternidade. De fato, eternidade é, não o começo temporal, mas o princípio racional de tempo. E é nesse sentido que a palavra αρχη para ser considerada em Pv 8.23 "desde o princípio, antes do começo da terra", talvez também em João 1.1 "no princípio", "εν αρχη". Realmente, como observa Weiss o princípio absoluto só pode ser o ponto de onde começa nosso pensamento. Agora como tal tempo não é encontrado no tempo, porque nós sempre concebemos no tempo um ponto anterior para que este nos represente para nós mesmos. o Princípio absoluto em que nossa mente para só pode ser a eternidade, aparte e anterior. Isso não é nada menos do que a verdade, porém, como esse mesmo autor conceitua, a alusão de Genesis 1.1, determina a palavra αρχη como o princípio temporal das coisas. Mas se a noção de eternidade não é achada na própria palavra. O imperfeito ην, era, tem que designar, de acordo com o significado ordinário deste tempo, a simultâniedade do ato indicado pelo verbo com algum outro ato. Esta simultâniedade está aqui na existência da Palavra com o ato designado pela palavra princípio. "Quando foi feito tudo o que foi feito, a Palavra era." Então, não começou; a Palavra já era. Agora que não começou com coisas, quer dizer, com tempo, a forma do desenvolvimento das coisas, pertence à ordem eterna. Então em Gênesis nós não temos o pretérito imperfeito era, mas o perfeito definido criou. Quando João passa ao ato de criação (João 1.3), ele também abandona o imperfeito para utilizar o aoristo (εγενετο). A noção de eternidade, como nós vimos, não está no termo no princípio, mas apenas na relação desse termo com o imperfeito era. O termo Palavra, nada menos do que o termo no princípio, serve para chamar o inicio da narrativa em Gênesis 1.1; isto alude a expressão: e Deus disse, repetida 8 vezes que é como foi feito aquele poema magnífico. Todas essas declarações de Deus João junta como se estivessem dentro de uma única, palavra vivendo, dotada com inteligência e atividade de qual emana cada um dessas ordens particulares. Na fundação de todas essas palavras divinas faladas, ele descobre a Divina Palavra falada. Mas enquanto aquelas ressoarem a tempo, essa existe acima e além de tempo. A idéia desta primeira proposição é, então, a de eternidade do Logos.
Godet, adaptado por Rodrigo Arthur
Genêsis 1 verso 1, João procura na eternidade o sujeito da história que ele vai relacionar ao Logos; Gênesis 1 verso 2, João escreeve no lugar desse versículo que Nele está o princípio do tempo; no terceiro verso, João nos mostra Ele cooperando no trabalho da criação, Ele, quem é a condição daquela Redenção; finalmente no verso 4, João expõe de Quem todo o tempo tem existido, relacionando Esse entre Aquele que sendo divino e humano, desce até o momento em que Ele de si mesmo aparece como um membro da raça.
João verso 1. No princípio era o Verbo ( sig. lit. Palavra), e o Verbo (gre. λογος) estava com Deus, e o Verbo era Deus. Estas três proposições prosseguem duma a outra como oráculos, elas enunciam, cada uma deles, uma das características da grandeza do Logos antes da vinda dele na carne. A progressão ascendente que os liga é indicada, depois em grego da maneira hebréia, pelo και de conjunção simples, και, e. O εν αρχη , no princípio, é evidentemente uma reprodução da primeira palavra de Gênesis בְּרֵאשִׁית .Então naturalmente designa o princípio da existência das coisas criadas. Alguns Pais da Igreja aplicaram isto àquela sabedoria de clérigo que o livro de Provérbios descreve como o princípio do universo, mas nada poderia justificar tal sentido extraordinário. Vários escritores modernos, como Olshausen, de Wette, Meyer, entendem isto como princípio da eternidade. De fato, eternidade é, não o começo temporal, mas o princípio racional de tempo. E é nesse sentido que a palavra αρχη para ser considerada em Pv 8.23 "desde o princípio, antes do começo da terra", talvez também em João 1.1 "no princípio", "εν αρχη". Realmente, como observa Weiss o princípio absoluto só pode ser o ponto de onde começa nosso pensamento. Agora como tal tempo não é encontrado no tempo, porque nós sempre concebemos no tempo um ponto anterior para que este nos represente para nós mesmos. o Princípio absoluto em que nossa mente para só pode ser a eternidade, aparte e anterior. Isso não é nada menos do que a verdade, porém, como esse mesmo autor conceitua, a alusão de Genesis 1.1, determina a palavra αρχη como o princípio temporal das coisas. Mas se a noção de eternidade não é achada na própria palavra. O imperfeito ην, era, tem que designar, de acordo com o significado ordinário deste tempo, a simultâniedade do ato indicado pelo verbo com algum outro ato. Esta simultâniedade está aqui na existência da Palavra com o ato designado pela palavra princípio. "Quando foi feito tudo o que foi feito, a Palavra era." Então, não começou; a Palavra já era. Agora que não começou com coisas, quer dizer, com tempo, a forma do desenvolvimento das coisas, pertence à ordem eterna. Então em Gênesis nós não temos o pretérito imperfeito era, mas o perfeito definido criou. Quando João passa ao ato de criação (João 1.3), ele também abandona o imperfeito para utilizar o aoristo (εγενετο). A noção de eternidade, como nós vimos, não está no termo no princípio, mas apenas na relação desse termo com o imperfeito era. O termo Palavra, nada menos do que o termo no princípio, serve para chamar o inicio da narrativa em Gênesis 1.1; isto alude a expressão: e Deus disse, repetida 8 vezes que é como foi feito aquele poema magnífico. Todas essas declarações de Deus João junta como se estivessem dentro de uma única, palavra vivendo, dotada com inteligência e atividade de qual emana cada um dessas ordens particulares. Na fundação de todas essas palavras divinas faladas, ele descobre a Divina Palavra falada. Mas enquanto aquelas ressoarem a tempo, essa existe acima e além de tempo. A idéia desta primeira proposição é, então, a de eternidade do Logos.
Godet, adaptado por Rodrigo Arthur
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